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Depois de sancionada, lei que proíbe os "Djs de Buzu" não é colocada em prática

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Aprovada pela Câmara de Vereadores no dia 28 de abril e sancionada pelo prefeito João Henrique em 17 de maio deste ano, a lei de número 8293/12, que proíbe aparelhos sonoros nos ônibus da capital baiana, ainda não começou a ser fiscalizada. As empresas de transporte público, responsáveis pela sinalização adequada no interior dos coletivos, também não colocaram nada em prática.

A demora para a execução da lei deixa muitos soteropolitanos indignados e alguns acreditam que a proibição não é para valer, como relata Augusto Fuco, estudante de administração. "Conversa fiada, isso é uma grande farsa. Já estamos em setembro e nunca vi nenhum cartaz nos ônibus alertando sobre essa pratica", disse em entrevista ao Metro1.

Quando questionada sobre a fiscalização, a vereadora Andrea Mendonça (PV), autora do projeto de lei, disse que não entende por que os "Djs de Buzu" não foram efetivamente banidos dos ônibus de Salvador. "A lei foi aprovada pela Câmara Municipal e já deveria estar sendo utilizada e fiscalizada. Não consigo entender o motivo, mas vamos procurar os órgãos responsáveis para fazer valer o direito do cidadão, que é ter sua paz e tranquilidade dentro do transporte de massa", garantiu a vereadora.

Fiscalização

De acordo com a Andréa Mendonça, o projeto prevê a instalação de placas nos coletivos. "A placa para alertar a proibição será fixada. Dessa forma, os passageiros que insistirem com o som alto serão encaminhados, pelo motorista, ao próximo ponto de parada, que tenha a presença de algum policial, caso não haja um acordo verbal. Poluição sonora é crime ambiental", destacou.

Segundo ela, a poluição sonora nos coletivos deve ser fiscalizada pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), assim como os sons automotivos, de estabelecimentos, templos, entre outros. No entanto, o órgão informou que, até o momento, não há registro de denúncias. A Sucom ressalta ainda que estão sendo programadas palestras sobre poluição sonora no meio urbano para cobradores e motoristas que atuam na capital baiana.

"DJs de Buzu" dividem opiniões

Enquanto a lei não sair do papel, os "famosos" DJs de buzu ainda terão um bom tempo para atualizar seu repertório. De bom gosto musical ou não, os adeptos aos aparelhos sonoros sem fone de ouvido incomodam e muito a maioria dos passageiros, mas há quem aprove a prática. "Eu acho até legal, sabia? Às vezes, a gente senta no ônibus e já tem alguém ouvindo uma musiquinha, é bom que distrai. Só não gosto quando a pessoa aumenta demais o volume. Quando eu escuto do meu celular, coloco no volume médio, nem muito alto nem muito baixo", disse a técnica de enfermagem Aline Cerqueira.

Já o estudante de engenharia mecânica, Gabriel Andrade Costa, acha que a proibição é o melhor remédio. "Eu gosto de música de quase todos os tipos, mas, ainda assim, há ritmos que não me agradam e que não gostaria de ser obrigado a ouvir. Isso sem contar as músicas mais ofensivas, com todo tipo de absurdo. Como ficam as crianças que pegam esses coletivos? E os idosos? Acho que o melhor mesmo foi a proibição. Quem quiser que ouça sua música no seu fone de ouvido", defendeu.

Protesto criativo

Alexandre Santana, 27, resolveu expressar sua indignação de outra forma. "Ei, ei ei, Dj de buzu, chato pra caramba, vai tomar no fone". Este é o refrão de uma música criada pelo próprio. A canção mostra sua revolta contra os "Djs anônimos" e o rapaz  criou até um clipe oficial para a música, gravado na Estação da Lapa, uma das principais estações de transbordo da cidade.

fonte: http://www.metro1.com.br